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Escala temporária

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Somos pequenos na escala do planeta. Já ao mundo menor que nós, devemos parecer afortunados em tamanho. Mas qual a importância da escala de grandeza do corpo no referencial humano de realidade? O veículo biológico, escravo da gravidade, não atravessa paredes tampouco consegue volitar. Imerso na troposfera de gases e nas massas de ar em movimento, desloca-se na proporção de seu tamanho e ousadia. E seu formato passa mensagem e molda as relações com o meio, trazendo naturalmente os instintos de sobrevivência e interação implícitos. Entretanto, mal sabe ele, o corpo, que seu habitante animador vai deixá-lo em determinado momento e a desintegração será total. As impressões colhidas em cada experiência serão levadas pela unidade inteligente. A matéria prima, aqui energia em forma de cadeias de carbono, para além de homens e montanhas, dimensões e escalas, restará apenas marcada pela convivência. Pela ótica da evolução contínua, a escala é outra.

Salinidade oxidante

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Seres que vivem na proximidade do ambiente marinho são exigidos. O sal que interpenetra o ar absorve a umidade e, em parceria com o sol, faz os epitélios de revestimento se ressecarem. Observáveis e em ciclos previsíveis, os ventos constantes costumam incrustar a superfície de salinidade circundante definitiva. Metais e materiais exógenos oxidam e se envergam inapelavelmente ao lugar. Flora e fauna de biologia pulsante ou se adaptam ou têm o mesmo fim. Tampouco o pensamento e as emoções humanas são imunes a tal tendência. É educativo, contudo, observar organismo adaptado a habitat extremo. Suas peculiaridades ajudam a entender o sistema de defesas naturais, equação entre sujeição e imposição, que conseguiu gerar. Sim; a vida na superfície tem na adaptabilidade mecanismo de encontrar saída e permanecer. Para nós, na fase evolutiva de princípio consciencial em corpo humanoide, já é pouco apenas conseguir se adaptar, mesmo em ambientes assim. É compulsório manter a pensenidade sem sal o...

Alheamento sistêmico

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Não somos os únicos. Estamos no topo da cadeia e nossa condição evolutiva é singular, mas outros olhos e patas se movem e dividem conosco o espaço em que estamos. A unidade de inteligência, nosso centro pensante, que evoluiu ao estágio de pensar sobre si, está germinada alhures em diferentes estágios e escalas, cumprindo algo que parece imparável e avesso ao que pensamos como indivíduos e coletividade. Se aperfeiçoar-se é sinônimo de existir, tudo que vive e é manifesto cumpre programação inata e traz consigo o direito de fazê-lo. Não nascemos dominantes neste planeta, mas superamos predadores e conquistamos o sono de noite inteira. Tal privilégio traz consigo a responsabilidade inalienável pela vida sistêmica que invade nossos sentidos a cada instante. Se ainda não é assim, é porque ainda apenas pensamos estar no topo.